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Como ingressar na universidade: Vestibular tradicional ou Enem?

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) ainda era a única instituição de ensino superior do Nordeste a adotar o vestibular tradicional como forma de ingresso prioritária para novos estudantes em seus cursos de graduação. Porém, a partir deste ano, a seleção terá novidades, já que 50% das vagas oferecidas serão preenchidas por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Já no ano seguinte, a universidade pretende adotar o Enem como a única forma de ingresso a exemplo de outras instituições como, por exemplo, a Universidade Federal do Semiárido (Ufersa), também no RN.

As mudanças serão muitas e, por isso, ainda existem muitas discordâncias e dúvidas sobre o assunto envolvendo instituição, professores e alunos. Quais são as diferenças entre as duas formas de ingresso? A preparação para as provas é a mesma? Qual o tipo de prova mais difícil? Em qual delas a concorrência é menor? Estes são apenas alguns dos questionamentos que estão surgindo na cabeça de quem está tendo que lidar com esta nova realidade.

O Vestibular tradicional costuma ser, de certa forma, mais ‘aceito’ até pelo fato de já ser a forma de ingresso utilizada há décadas. No entanto, a utilização da nota do Enem – por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSu) – para o ingresso na universidade também não pode ser vista como vilã. O ‘novo’ é visto com insegurança pelos estudantes, uma vez que a prova do Enem traz uma nova proposta e uma mudança de perspectiva de estudo. A preparação é diferenciada, mas o aluno precisa estar envolvido e atento às mudanças.

O professor de Redação e diretor do Call Idiomas, Rosemberg Ramalho, diz que a concorrência entre os candidatos será maior, pois candidatos de todo o País poderão concorrer a uma vaga no Estado. Mas, para ele, seus alunos não sentirão muita diferença no que diz respeito ao conteúdo. “Dependendo do curso, a concorrência era de 25, 30 candidatos por vaga. Agora pode ser de 200, 300 candidatos. Por outro lado, não fomos pegos de surpresa e já estamos trabalhando na perspectiva do Enem há dois anos. Mesmo assim, o aluno ainda vai sentir dificuldade porque o estilo de prova é diferente, trabalha mais o raciocínio, além do número exagerado de questões, que são 180 objetivas mais a redação em apenas dois dias”, explica.

Sócio do Lógico Cursos Aliados e professor de Português, Frederico Lima, reforça que é preciso dedicação e preparação. “A configuração da prova é diferente. O Enem utiliza áreas de conhecimento e usa os conhecimentos de uma disciplina para outra. Então, é preciso que, assim como sempre foi com o vestibular tradicional, o aluno também se prepare para o exame. Não existe vaga para todo mundo e os alunos aprovados são aqueles que compõem um grupo seleto”, afirma Frederico Lima.

Questionado sobre a prova de redação do Enem, Rosemberg Ramalho explica que, diferente da UFRN que trabalha normalmente com dois ou três gêneros textuais, o Enem requer apenas dissertações argumentativas. “O Enem pede sempre dissertação, o que limita muito o aluno. Em princípio o aluno terá mais trabalho porque este gênero é muito ‘batido’ e torna até mais difícil para o professor trabalhá-lo em sala de aula”, diz Rosemberg Ramalho, acrescentando que espera que haja mudanças neste sentido para que o aluno possa ter outras opções.

O professor Frederico Lima também tem opinião semelhante. “A dissertação limita o aluno porque de todos os gêneros é o mais fácil de produzir. Há uma quebra de versatilidade e não força o aluno a discutir ideias. Para o professor também é complicado já que ele terá que passar dez meses fazendo trabalho em cima de um único gênero”, diz o docente, acrescentando que a equipe de docentes que integra também vem se preparando para a mudança há dois anos, pois sabia que seria inevitável.

Pelo segundo ano consecutivo, o estudante Rafael George Costa de Oliveira, de 18 anos, irá concorrer a uma vaga para o curso de Medicina. Para ele, este será o ano mais sobrecarregado, já que a UFRN irá oferecer duas formas de ingresso e o aluno terá que estar preparado para ambas. “Iremos fazer provas do Enem e do vestibular tradicional e como cada uma é de uma forma, é preciso estar preparado física e psicologicamente, além de ter muito conhecimento”, explica o aluno.

Ele diz que a prova do Enem requer tratamento diferenciado. “Apesar de ter conteúdos próximos, é preciso estar bem preparado para ambas às provas. As [provas] discursivas do vestibular tradicional exigem conhecimento muito aprofundado, enquanto que as do Enem são mais cansativas e exigem um treinamento físico também”, conclui Rafael Georgs.

A prova do Enem é dividida em quatro áreas de conhecimento, que envolvem dez disciplinas: Linguagem, Códigos e suas Tecnologias (Língua Portuguesa e Língua Estrangeira – Inglês ou Espanhol); Ciências Humanas e suas Tecnologias (História, Geografia, Sociologia e Filosofia); Ciências Naturais e suas Tecnologias (Física, Química e Biologia) e; Matemática e suas Tecnologias.


Presidente da Comperve orienta candidato a concorrer às vagas pelas duas formas de ingresso

Para  2013, a UFRN irá oferecer 6.209 vagas distribuídas nas diversas áreas de conhecimento e campi. Destas, 3.015 serão oferecidas por meio do processo seletivo tradicional, sendo que os aprovados por este meio devem ingressar no primeiro semestre letivo de 2013. O restante das vagas terá o Enem/Sisu como forma de ingresso e, na maioria delas, os aprovados irão iniciar as aulas no segundo semestre do ano.

A presidente da Comperve, Magda Pinheiro, alerta que para que o aluno concorra às vagas de forma integral, é preciso concorrer pelas duas vias de ingresso. “Muita gente ainda acha que deve escolher entre o Enem ou o vestibular. Mas o candidato pode – e deve – concorrer das duas formas para ter a mesma chance que teve, por exemplo, no ano passado. Concorrendo pelo vestibular, o aluno irá disputar cerca de 3 mil vagas e, pelo Enem, as outras 3 mil”, explica a presidente da Comperve, acrescentando que a ‘fórmula’ do vestibular não sofreu alterações.

O edital para o processo seletivo do Vestibular 2013 da Comissão Permanente do Vestibular foi divulgado no último dia 25 e pode ser conferido no endereço eletrônico www.comperve.ufrn.br. As inscrições podem ser feitas de 23 de julho a 27 de agosto e custam R$ 110. A UFRN abrirá, este ano, vagas para um novo curso, o de Bacharelado em Tecnologia da Informação. O curso, que oferece cerca de 60 vagas para cada uma das formas de ingresso, terá a duração de três anos e ao final deste período, o aluno pode optar por cursar mais dois anos e concluir Ciência da Computação ou Engenharia de Software.

Questionada se a utilização da nota do Enem como forma de ingresso na UFRN poderia trazer benefícios ou prejuízos ao aluno, Magda Pinheiro diz que a avaliação é semelhante. “Acredito que permanece da mesma forma porque o Enem é um processo seletivo como o vestibular. Não vai prejudicar nem ajudar ninguém, até porque o estilo de prova é o mesmo da Comperve”, diz a presidente da Comissão, com opinião contrária a dos professores.

Em relação ao aumento do número de candidatos disputando uma vaga, Magda Pinheiro afirma que experiências em outras universidades comprovam que isso não existe. “Mesmo com o vestibular tradicional, em torno de 10% das vagas são preenchidas por candidatos de fora. No ano passado tivemos um aumento de 2 mil candidatos de outros estados e a prova era presencial. Então não há muita diferença. O que se observa nas universidades que já adotam o Enem para 100% das vagas é que os candidatos que se inscrevem são os mesmos que viriam fazer as provas caso a forma de ingresso fosse apenas o vestibular tradicional”, conclui Magda Pinheiro.

ENEM
Desde 1998, o Ministério da Educação (MEC) realiza o Enem, com o principal objetivo de avaliar as habilidades e competências dos estudantes do país. Contudo, sua proposta é a utilização do exame como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais, democratizando as oportunidades de acesso ao ensino superior. Em mais de 600 Instituições de Ensino Superior (IES) pelo Brasil, o Enem é utilizado como complementação dos processos seletivos e em alguns casos substituindo o método de seleção para o ingresso na instituição.


Fonte: Jornal de Hoje



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