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A três meses do Enem, veja dicas para estudar de acordo com seu perfil

A edição de 2016 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começa em exatos três meses. Neste anos 8,6 milhões de candidatos confirmaram a inscrição, e seus perfis variam. Há quem vá fazer a prova pela primeira vez, quem já é "veterano", quem vai tentar usar a nota para entrar em alguma faculdade ou conseguir o diploma do ensino médio, e quem apenas se inscreveu como treineiro ou para testar os conhecimentos. 

As rotinas dos candidatos também são distintas: enquanto para alguns o vestibular é a prioridade neste ano, para outros a preparação acaba sendo uma tarefa a cumprir no tempo livre. 

Para ajudar no planejamento de estudos e na otimização do tempo nos próximos 90 dias, o G1 conta a rotina de cinco perfis diferentes de candidatos do Enem, e reúne dicas de professores de cursinho para cada realidade. 

Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do Curso e Colégio Objetivo, explica, primeiramente, que pessoas mantendo o mesmo estilo de vida também podem ter características diferentes. "Alguns são muito rápidos para fazer exercícios, outros são mais lentos", exemplifica ela. Por isso, ela acredita que não vale a pena organizar os estudos a partir de metas quantitativas, e sim procurar estudar com qualidade.

Outra dica da professora que vale para todos os candidatos é não usar o tempo livre apenas para fazer exercícios. Em matérias como ciências exatas, os exercícios são produtivos porque as questões nas provas costumas ser parecidas. "Mas para história, geografia, isso me preocupa um pouco, porque o texto da questão não será igual, o gráfico não será igual", diz ela que sugere sempre leituras e fichamento para fixar conteúdos desse tipo. 

Já Rodrigo Fulgêncio Mauro, coordenador da turma de medicina do Curso Poliedro, afirma que todos os perfis estão sujeitos ao cansaço. "O ideal é estudar muito, mas de maneira sustentável. Não adianta virar a noite se vai ficar acabado no dia seguinte. O equilíbrio é dedicação e esforço", afirma Fulgêncio, que também ressalta a importância de fazer provas dos anos anteriores. "É isso que recomendo a todos os perfis de aluno."

Confira abaixo cada perfil e as dicas específicas dos dois professores:

Lúcia, 17 anos - Estuda só na escola

Lúcia Sierra, de 17 anos, cursa o terceiro ano do ensino médio em uma escola pública da Zona Sul no período da manhã. À tarde concilia as aulas dos cursos de inglês e de francês com as videoaulas do cursinho online Me Salva!. Ela quer estudar relações internacionais.

“Na escola nem todo mundo está interessado ou está no mesmo nível. Os professores ajudam quem tem interesse. As aulas do cursinho são completas e dá para entender o que cai no vestibular”, diz.

Aos sábados e domingos, ela também estuda. Só à noite, ela costuma sair ou descansar. Nesta reta final pretende investir mais nos simulados – já fez os dois da Hora do Enem, aplicados pelo Ministério da Educação – e escrever pelo menos uma redação por semana.

DICA DOS PROFESSORES

- Vantagem: Quem ainda está no terceiro ano e não faz cursinho tem tempo livre para se dedicar à resolução de questões antes das provas, mas deve manter o foco e prestar atenção nas aulas, mesmo que outros colegas da classe não estejam tão preocupados com o vestibular. 

- Desvantagem: Esses estudantes precisam buscar sozinhos os conteúdos aprendidos no primeiro e no segundo ano do ensino médio, que também caem no Enem, e por isso precisam de revisão. Quem tem pouco tempo livre deve focar nos conteúdos com os quais tem mais dificuldade.

 

João Pedro, 17 anos - Aulas na escola e no cursinho

Às 4h da manhã, João Pedro Tadeu Barbosa, de 17 anos, já está de pé. Ele mora em Vargem Grande do Sul e demora mais de uma hora para chegar ao cursinho na Avenida Paulista. Apesar de ainda estar no terceiro do ensino médio, ele está no cursinho há dois. Quer cursar geografia, sua “área do coração”, em uma universidade pública.

Quando chega do cursinho, vai direto para a escola da rede particular em Vargem Grande do Sul. João é bolsista porque a mãe trabalha como diretora do colégio. Ele estuda até as 18h30, quando finalmente vai para casa. E não mexe mais nos livros. “A preparação da escola é insuficiente para o vestibular, mas ao mesmo tempo, o cursinho é desgastante. É sofrido porque a escola passa trabalhos demais”, diz.

A três meses do Enem, ele diz que estuda mais as áreas de exatas, porque no ano passado, quando fez algumas provas como treineiro, foi bem em humanas. Outra estratégia é prestar muita atenção nas aulas do cursinho, porque o tempo é escasso e não pode ser desperdiçado.

DICA DOS PROFESSORES

- Vantagem: Os estudantes que estão no colégio, mas fazem cursinho no contraturno, têm vantagem em relação com os alunos que só estão na escola, por contar com os professores para revisar todo o conteúdo do ensino médio. 

- Desvantagem: Porém, segundo os especialistas, a desvantagem nesse caso é o cansaço e falta de horas para treinar em casa, com exercícios e leituras. Por isso, os professores recomendam o bom uso do tempo livre para que ele renda mais. Uma boa dica é reconhecer os sinais de cansaço para fazer pequenas pausas. "Quando bater a fome, buscar algo para comer. Quando bater o sono, dormir durante meia hora", diz a professora Vera, do Objetivo.

 

Luiza, 17 anos - Aulas só no cursinho

Para Luiza de Farias Lameu, de 17 anos, dedicar o ano só para fazer cursinho é um privilégio. Ela concluiu o ensino médio no ano passado e agora se preparar para a disputa de uma vaga no curso de arquitetura. “Só de não ter de trabalhar facilita muito. Mas mesmo assim eu fico cansada”, diz.

As aulas do cursinho, na Avenida Paulista, começam às 7h, e Luiza precisa sair cedo de casa. Às 14h já está de volta. Em casa, retoma os estudos mais no fim da tarde e segue até as 23h – ela prefere estudar à noite, quando há mais silêncio.

Em dois dias da semana, Luiza ainda precisa ir às aulas do curso técnico de designer de interiores. Escolhe o sábado ou domingo para encontrar o namorado, que vira e mexe também a auxilia nos estudos. Um dos calos no sapato é física.

DICA DOS PROFESSORES

- Vantagem: Os candidatos que tiram um ano apenas para fazer cursinho costumam ser mais experientes, maduros e dedicados do que os que ainda não terminaram o ensino médio. Nessa reta final, quem seguiu as orientações dos professores durante o ano já deve começar a pensar na prática com provas anteriores e organizar um planejamento de revisão dos conteúdos nos quais têm mais dificuldade. 

- Desvantagem: Poder fazer um ano de cursinho sem trabalhar não é fácil, e muitas vezes há maior pressão em cima desses candidatos. Nesses casos, contar com o apoio familiar é importante para que o estudante mantenha a confiança e a segurança até o momento das provas. Outro ponto fraco desse perfil é achar que não precisa revisar todo o conteúdo novamente antes das provas, um tipo de autoconfiança que os professores sugerem evitar.

 

Paulo, 20 anos - Trabalha e faz cursinho

Paulo Roberto Barbosa Pereira, de 20 anos, se divide entre as aulas no Cursinho Maximize e o trabalho como porteiro em um condomínio residencial no Jaçanã. Cumpre uma escala que vai das 18h às 6h, um dia sim, outro não. Quando trabalha, sai direto do condomínio para o cursinho, na Avenida Paulista, já que aulas começam às 7h. Nos sábados em que está de folga, também aparece no cursinho.

No trabalho, Paulo também consegue estudar. Ele diz que o ritmo é tranquilo e ele tem o apoio da síndica. Lá ele consegue revisar o conteúdo que é passado no cursinho, fazer exercícios e focar nas disciplinas específicas do curso de direito que pretende cursar. Em casa, ele não consegue abrir os cadernos. Quando chega, só consegue dormir.

“Está puxado, o cansaço atrapalha, acaba sendo o vilão do estudo, mas tento superar”, afirma. O emprego é necessário para pagar o cursinho e ajudar nas despesas da casa, já que a mãe, que trabalhava como auxiliar de limpeza, foi demitida. Como o tempo é restrito, Paulo leva muito a sério as aulas do cursinho. É nelas que aprende muitos conteúdos que nem chegou a ver durante o ensino médio concluído na rede pública de ensino em 2013.

DICA DOS PROFESSORES

- Vantagem: Em geral, quem trabalha e decide fazer cursinho pré-vestibular tem motivações bem claras, como a escolha de uma nova carreira ou a busca pelo diploma do ensino superior. Essa maturidade ajuda na hora de decidir fazer sacrifícios em prol dos estudos. Os trabalhadores também costumam ir bem na prova de redação e em questões de conhecimentos gerais, por estarem mais próximos delas. 

- Desvantagem: Assim como o estudante que está no colégio e no cursinho, falta tempo aos candidatos que trabalham e fazem cursinho para resolver exercícios e estudar por conta própria. Por isso, a dedicação faz a diferença na hora de garantir um tempo extra. Para estudar melhor aos fins de semana, por exemplo, Fulgêncio, do Poliedro, recomenda que o candidato se dedique às matérias com as quais tem mais facilidade e prazer.

 

Leticia, 19 anos - Estuda sozinha

Leticia Tutihashi, de 19 anos, é dispersa e gosta de estudar sozinha em ambientes silenciosos. Por isso dispensou a bolsa no cursinho Objetivo, em Mogi das Cruzes. Estuda em casa, com ajuda das apostilas da escola do ano passado. “Desde sempre tive preferência em estudar sozinha. Nunca gostei de estudar em grupo, não concentro com barulho.”

Leticia concluiu o ensino médio em 2014, e já foi aprovada no curso de mecatrônica da Poli, na Universidade de São Paulo, e em medicina na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. Agora tenta uma vaga no curso de direito. “Nunca soube exatamente o que queria fazer, foi por tentativa e erro.”

Ela conta que não tem nenhuma rotina definida, mas estuda nos períodos da manhã e da tarde. À noite, não. Nos fins de semana, “tira folga”. Para ela, a tática de estudar sozinha funciona, mas lembra que a eficácia depende da capacidade individual de aprender.

DICA DOS PROFESSORES

- Vantagem: Candidatos que decidem estudar por conta própria podem fazê-lo voluntariamente ou por falta de opção, caso não tenham como pagar por um cursinho. Porém, a maturidade de saber o que quer, como no caso dos candidatos que trabalham e estudam, faz a diferença nessa hora. 

- Desvantagens: Os professores lembram que esse perfil é o que precisa de mais auto-organização, já que não há ninguém cobrando, supervisionando seu rendimento ou disponível para ajudar. Por isso, um plano de estudos muito bem estruturado e a disciplina de, por exemplo, acordar todos os dias cedo e já começar a estudar, são os melhores amigos desse tipo de candidato do Enem.

 

Fonte: G1



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